Uma semana antes eu havia comprado os 3 DVD's da Saga O Senhor dos Anéis. Precisava recordar, pois havia assistido apenas uma vez, os 3 no mesmo dia. Não tinha como lembrar de todos os detalhes.
Nunca li os originais de J. R. R. Tolkien, então estava meio que delocado. Já havia ouvido alguns comentários de quem entende mais, pessoas que acompanham desde “O Silmarillion”, mas ainda não tinha vivido uma experiência real com o mundo de "Arda". Mas minhas expectativas estavam positivas.
Tentei adiantar o máximo os projetos (que me perdoe meus clientes), e na sexta feira estava lá eu, no Shopping Tatuapé junto com minha prima Joyce (que descobrir ser tão fascinada quanto eu pelo mundo da fantasia) a espera da nobre sessão.
Na fila do cinema, estranhamente não estava tão cheia quanto estava para ver o final da Saga Crepúsculo (a qual me esquivei para não passar raiva). Fiquei feliz e ao mesmo tempo espantado. Ou eramos um bando de nerds que temos gosto incomum, ou somos a nata da sociedade, que sabe diferenciar um ótimo trabalho, feito com amor e dedicação, do modismo que faz levar uma massa de alienados que apenas gostam do que a mídia empurra. Preferir ficar com a segunda opção, pois as pessoas ao meu redor eram das mais variáveis classes, culturas e pensamentos. Não era algo massificaddo, era como se uma pequena nação quisesse voltar para casa.
Ao entrar na sala, 10 minutos para o início, tivemos dificuldades para sentar, mas achamos um bom lugar. Vi que muitos estavam acompanhados, alias, foi formidável ter minha prima como companhia, até mesmo porque uma obra dessa não pode ser apreciada sozinha, precisa de alguém para trocar opniões.
Ao término (2 horas e 30 minutos) do filme, algumas sensações que senti foram novas. Uma mistura de sentimentos que me fizeram parar por mais 10 minutos e voltar a real.
É fato que a intenção de Peter Jackson ao trazer para as telas as obras de Tolkien era a de um menino que dá vida a sua imaginação. Me senti como se estivesse em minha cama, enquanto meu avô contava uma história.
Uma sensação de vazio, como se eu tivesse participado da aventura e agora estaria retornando para a minha vidinha normal e sem graça.
Mas também uma sensação de esperança, que me faz acreditar que pessoas comuns podem realizar coisas incríveis.
Pena que essa história só terá continuação em 2013.
Evane Davi - Um Louco OffLine

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