Ola Galerinha....
Em primeiro lugar, perdoem o sumiço. Estou ajeitando minha vida e isso demanda um certo tempo, por isso dei uma ausentada nesses dias. Mas voltamos. E voltamos com grande estilo pra um grande filme: Robocop.
Como todos, eu fui mais um preconceituoso e curioso ver esse remake, pois o filme original estava bem fresco na cabeça. E confesso que fui surpreendido positivamente.
O Padilha soube "abrasileirar" muito o filme, e usou e abusou dos recursos que ele tinha em mãos. E olha que dizem as más línguas que ele não colocou na tela 10% da proposta original.
Sai completamente satisfeito com suas doses bem distribuídas de ação, humor, tensão, com excessão do final um tanto patético e raso. Há muitas referências ao filme original, como a tradicional som da pisada. Tem um debate social relevante pros nossos dias e pro futuro. Tem um drama na medida certa.
Pode-se afirmar categoricamente que a refilmagem deste Longa de 1987 surpreende tanto pelo impacto visual quanto pela violência explicita, aliás, marcas registradas da mão do diretor brasileiro que em outras duas produções anteriores, dispensam demais comentários. O que também chama atenção: Poucos espectadores ficarão insensíveis diante do tradicional rugido do leão, símbolo da MGM Studios, que neste caso, produz um rugido, digamos, menos feroz do que o habitual. A trilha sonora original, criada para a versão de 87 também ganha força, através de destaque no início do filme.
Desviando a atenção do telespectador para um inflamado e paramilitar discurso do apresentador Pat Novak (Samuel L. Jackson), que com um Link ao vivo de uma incursão Norte Americana no Oriente Médio, fica visível a intenção de manipulação da massa através dos veículos de comunicação sensacionalistas. "Para sua segurança" repetem o aviso. O herói, ao contrário do original, tem consciência e julgamentos próprios e comporta-se de forma mais "humana", deixando de lado o arquétipo de produto/máquina, amplamente explorado na versão anterior, que com suas diretrizes e programação inerente a de uma máquina, toma consciência somente após ser indagado pela parceira Lewis a respeito de quem ele era.

O roteiro, muito embora sendo considerado frouxo e inconsistente, concede participação significativa à esposa de Alex, Clara Murphy (Abbie Cornish). Peça fundamental ao concordar que o corpo ferido do marido, vítima de atentado a bomba, seja cedido ao projeto Robocop, oferecido pela equipe de especialistas da OmniCorp, criadora das máquinas. A carga emocional fica por conta do reencontro de Murphy com o filho, fator desencadeador de certo apelo infantil.
Os efeitos visuais falam por si. Abusando de tecnologia VFX, o filme transcorre de forma frenética e com cortes precisos (palmas para o desenlace do combate pra lá de corporal entre as máquinas ED-209 e Robocop). A fotografia é exata, enxuta, bem conduzida, autenticando a obra e recobrando o crédito do Longa, talvez arranhado pelo roteiro. Com direito a duelo, bem ao estilo do velho Oeste, o filme é um verdadeiro presente aos fãs do "homem de lata" e marco na carreira do diretor brazuca - o que nos deixa muito orgulhosos.
Conectado. Death or Live, I Am Back...
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