quinta-feira, 28 de março de 2013
Quentin Tarantino: 50 Anos de Genialidade
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Postado por
Unknown
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10:50
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Não podiamos deixar de falar da carreira de um dos cineastas mais talentosos e influentes dos últimos 20 anos. Estou falando de, Quentin Tarantino, que completou 50 anos essa semana (dia 27). O ex-atendente de videolocadora, adorador de filmes B que redefiniu o filme de gângster com o cult “Cães de Aluguel”, com diálogos saborosos (um exemplo desse novo estilo é a discussão sobre o significado da música “Like a Virgin”, da Madonna) e, acabou se tornando um modelo a ser seguido (ou melhor, copiado, mas nunca com o mesmo talento).
Após a surpreendente (e merecidíssima) Palma de Ouro em 1994 para o clássico, “Pulp Fiction” no festival de Cannes (e os franceses achando que a superprodução, “Rainha Margot” tinha chances com ele, rsrs), seus filmes caíram de vez no gosto do público. “Pulp Fiction” inovou o gênero de filme de gângster e ressuscitou a carreira de John Travolta, além de tornar Samuel L. Jackson, um ator conhecido e admirado pelo grande público. Bruce Willis e Uma Thurman também brilharam.
Quentin Tarantino, após “Pulp Fiction” (que levou, também, o Oscar de Roteiro Original em 1995, mas que merecia muito mais estatuetas), se arriscou a atuar em “Um Drink no Inferno”, ao lado de George Clooney, sem o mesmo sucesso. Outros filmes de QT como ator são: “Eles Matam, nós Limpamos”, “A Balada do Pistoleiro” (do seu chapa Robert Rodriguez), uma participação na série de TV, “Alias” e até ponta em “Garota 6”, dirigido por Spike Lee, (hoje seu desafeto), entre outros.
Fez um filme episódico com Robert Rodriguez chamado “Grande Hotel”, que foi um fiasco (embora o episódio que dirigiu, estrelado por Bruce Willis fosse interessante).
Em 1997, volta aos longas de gângster, com “Jackie Brown”, adaptando um livro de Elmore Leonard, onde ressuscitou a carreira Pam Grier, a rainha do blaxploitation (produções realizadas e protagonizadas por diretores e atores negros que tinham como público-alvo, a comunidade negra norte-americana) nos anos 70 e de Robert Forster (que começou ao lado de Marlon Brando em “Os Pecados de Todos Nós”, 1967), mas sem o mesmo brilho e repercussão de seus filmes anteriores.
Foi preciso seis anos (2003) para Tarantino voltar a direção com “Kill Bill”, uma deliciosa e violenta brincadeira, que homenageia os filmes de kung fu (não é à toa que o Bill do título é interpretado por David Carradine, astro da série “Kung Fu”, de 1972). Percebendo que tinha material demais em mãos, acabou dividindo o filme em dois e se tornou um sucesso.
Em 2007 Tarantino flerta com o filme B, novamente um projeto em conjunto com seu amigo, Robert Rodriguez, no caso, “Grindhouse”, onde dirige “À Prova de Morte”, seu filme menos bem sucedido, onde ele tentou ressuscitar a carreira de Kurt Russell, sem muito êxito (o cara é ruim, mesmo, nem QT deu jeito).
Depois dessa frustrante experiência com o filme B, em 2009, o cineasta resolve reinventar a História com o sensacional “Bastardos Inglórios”, onde mostra o outro lado da 2ª Guerra, fazendo o astro Brad Pitt interpretar o líder de um grupo que tem como objetivo, matar nazistas (arrancando seus escalpos). Apesar de ter sido o melhor filme daquele ano (e ter concorrido ao Oscar), perdeu a estatueta para outro longa de guerra, o quadradão e aborrecido “Guerra ao Terror”, mas ao menos “Bastardos...” acabou levando um merecido Oscar de ator coadjuvante para o austríaco, Christoph Waltz (que vive com maestria, o vilão, o coronel Hans Landa).
Mais de três anos se passam e agora QT resolve cutucar a ferida da escravidão dos negros. Passado na Guerra Civil americana, “Django Livre” consegue ser divertido, inteligente e, pasme, com consciência social e denúncia, misturando escravidão com western spaghetti. Para isso, ele escalou Jamie Foxx (que desde seu Oscar por “Ray”, não fazia nada de interessante) para viver o papel-título, Leonardo DiCaprio de vilão e Christoph Waltz (agora de mocinho, parceiro de Django), roubando a cena novamente (levando outro Oscar de ator coadjuvante).
Enfim... Com uma carreira, tão genial, que quebra os estereótipos dos gêneros é difícil prever o que vem a seguir. Basta saber que, venha o que vier, será original, com diálogos saborosos, elenco afiado, com uma trilha sonora de babar e terá uma violência tão absurda que, mais uma vez, vai ser cômica. Este é o talentoso Quentin Tarantino, que completa meio século de vida com merecido reconhecimento de público e critica.
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Sim, Existe Vida Após a Tela!!! E nesse Papo Offline Caliente, Evane Davi , Wallace Pinheiro , Franciele Ferreira (Cabana do Leitor)...
Existe Vida Após a Tela!!!
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